Como saber se o trabalho já se tornou um excesso

07 de Agosto , 2018

Competitividade do mercado, questões particulares de personalidade, pressão externa, ou até mesmo o próprio prazer em trabalhar, são alguns dos motivos que fazem mulheres se tornarem obcecadas pelo trabalho e cumpridora de longas jornadas. Para a pessoa que tem este comportamento, deu-se um termo: workaholic.

Workaholic é quem tem muita dificuldade de parar de trabalhar, e o que já foi uma característica marcante no universo masculino, já não é mais, e as mulheres são acometidas por essa característica tanto quanto os homens.

A diferença é que nós mulheres acabamos com mais facilidade nos tornando conscientes dessa situação (ainda bem) pelo fato de que nos permitimos nos questionar mais. No entanto, isso nos coloca com frequência diante do desconforto, dúvidas, culpa... uma crise que em alguma medida eu até chamaria de “mal necessário”.

Esse desconforto não é um problema, pelo contrário, pode ser o início da evolução, desde que ele parta de nós. Eu digo isso, pra ficar claro que este texto não é para mulheres que por motivos diversos podem estar precisando trabalhar muito neste momento, ele não tem a pretensão de te dizer pra frear a sua rotina caso sua carreira está no ponto alto da curva, aquele momento que você quer ou necessita dar gás total por oportunidade, necessidade ou vontade. Porém, ele se destina a você que está lendo e que tem se incomodado com o excesso de dedicação ao trabalho, a você que ultimamente se pergunta se já não passou dos limites.

Para você, quero fazer um alerta, chamando a atenção para alguns sinais que confirmam que isso está acontecendo. Se você responder sim para eles (ou alguns) você pode estar precisando repensar suas escolhas, hábitos e sobretudo sua relação com o trabalho. Talvez seja o momento de substituir quantidade por qualidade, e dar mais atenção a outras áreas de sua vida.

Então aí vão alguns sinais:

- Você não consegue relaxar nos horários de folga ou finais de semana, mas por muito tempo achou isso natural.

- Nas férias, continua pensando no trabalho e até tem vontade de ir (ou vai) trabalhar em alguns dias, pois acredita que se não for algo pode dar errado.

- Tem dificuldades de se distrair ou percebe que não tem assunto quando encontra pessoas que não fazem parte de seu círculo profissional.

- Se tem filhos, tem a sensação que deveria ser mais presente e seguidamente perde momentos importantes da rotina deles.

- Se ainda não tem filhos mas quer, anda evitando pensar no assunto ou quando pensa se angustia, pois não vê a possibilidade de conciliar maternidade e carreira.

- Faz horas extras praticamente todos os dias, elas não são mais extras, elas são rotina.

- Fica muito tempo sem vida social em função de compromissos profissionais. Desmarca seguidamente com amigas, familiares ou parceiro(a) em função do trabalho.

- Verifica, envia e responde e-mail, com frequência, em horários de folga. 

- Sente orgulho em dizer que trabalha muito e julga quem não faz o mesmo como preguiçosa.

Cuidado, você pode ter adotado uma relação disfuncional com seu trabalho, as outras áreas da sua vida podem estar diretamente afetadas e você está com dificuldades de perceber e aceitar isso.

Lembre-se, o equilíbrio e a saúde mental também são fatores fundamentais para você ser produtivo/a e ter sucesso na carreira. Quantidade nem sempre garante qualidade. Fica atenta, pois sua saúde e seus relacionamentos agradecem.

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